Publicação foi lançada em São Paulo durante o 1º Encontro Brasileiro de Governo Aberto

 

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Danilo Silva (CIEB), Débora Sebriam, Priscila Gonsales e Viviane Vladimirschi

Como criar novos modelos de negócio mais coerentes com a cultura digital, com licenças autorais flexíveis, em prol de uma economia do bem comum? Com esse desafio em mãos, Débora Sebriam e Priscila Gonsales, do Educadigital, mergulharam em intensa pesquisa e levantamento de informações durante dois meses e meio, além de realizar entrevistas com especialistas e entidades envolvidas com o tema no Brasil e em outros países. Inovação aberta é um conceito que surgiu nos anos 2000 e é bastante conhecido em alguns setores de negócios, pois envolve um processo de combinar ideias internas e externas para gerar inovação. Trata-se de uma nova forma de operar que rompe com a estrutura tradicional dos departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das empresas que controlavam informações e ideias.

A inovação aberta envolve cocriação, colaboração e, ainda, mais flexibilização com a questão das patentes e dos direitos autorais, à medida que a empresa pode disponibilizar ao público ou a outras empresas algo que não seja tão importante para o seu negócio principal. Henry Chesbrough, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, precursor do conceito e autor de livros sobre o tema, foi entrevistado no estudo.

Mas o que inovação aberta tem a ver com educação aberta? Bastante coisa. Primeiramente, pela semelhança de concepção que ressalta um modelo mais distribuído, compartilhado e acessível. Depois, pela ideia de flexibilidade em relação à propriedade intelectual ao mesmo tempo que oferece serviços de valor agregado que garantem a sustentabilidade do negócio ou empreendimento.

“Elaborar esse estudo era um sonho antigo, pois sempre soubemos que precisávamos estreitar o diálogo com editoras de livros didáticos e empresas que comercializam produtos educacionais, para mostrar que educação aberta e recursos educacionais abertos são, na verdade, uma oportunidade e não uma ameaça”, ressalta Priscila. “Estamos diante de um contexto de mudanças constantes nas práticas sociais e a educação precisa se abrir para essa reflexão”, complementa Débora. O projeto contou, ainda, com o trabalho da pesquisadora Viviane Vladimischi na realização das entrevistas.

A parceria entre Educadigital e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) surgiu em meados de 2016, no grupo de trabalho da sociedade civil para a construção do Plano de Ação para Recursos Educacionais Digitais da Parceria Governo Aberto do Brasil (OGP-Brasil).

Lançado dia 29 de novembro durante o 1º Encontro Brasileiro de Governo Aberto, o estudo está disponível para download e leitura online em um site especialmente criado para o projeto que reúne ainda uma série de materiais utilizados na pesquisa, além de uma curadoria de vídeos sobre o tema: www.educadigital.org.br/estudocieb

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