Mas na hora de comprar dispositivos, essa questão vem em 3º lugar em prioridade — é o que mostrou a pesquisa global em seis idiomas da Mozilla sobre hábitos de conexão

Com o objetivo de investigar como andam as relações das pessoas com seus dispositivos conectados à web (TV inteligente, fitbit flex, roteadores etc), a Mozilla lançou uma pesquisa que mostrou semelhanças e diferenças em relação aos hábitos e preferências de conexão. Foram quase 190 mil respostas. Na Índia, as pessoas são mais propensas a possuir um aparelho inteligente, já na Argentina preferem uma TV inteligente. De forma geral, pessoas de todos os lugares estão preocupadas com o fato de um futuro mais conectado comprometer sua privacidade.

A empresa organizou uma lista que chamou de “10 coisas fascinantes aprendidas” e anunciou que pretende usar tais descobertas para ajudar a orientar seu trabalho de advocacy em torno da saúde da internet.

# 1: O mundo está bastante dividido entre medo e otimismo por um futuro mais conectado
Quanto mais experientes são as pessoas em relação à tecnologia, mais otimistas elas se sentem sobre um futuro cada vez mais conectado. Ao mesmo tempo, pessoas que se identificaram como as mais experientes em tecnologia são mais prováveis ​​de estar “apavoradas” quando pensam em um futuro mais conectado — 31% em comparação com a média geral de apenas 7%.

Os entrevistados na Índia foram os mais otimistas em relação ao futuro conectado, com 25% “super entusiasmados”. O México e o Brasil também se destacaram entre os países mais otimistas. Por outro lado, pessoas na Bélgica, na França, no Reino Unido, na Suíça e nos EUA expressaram medo de o mundo se tornar mais conectado.

# 2: Em todo o mundo, as pessoas têm medo de perder a privacidade
Quando perguntados sobre o que mais temem sobre um futuro mais conectado, as pessoas responderam esmagadoramente sobre a perda de privacidade (45%). Todos os países que responderam apontaram a perda de privacidade como sua principal preocupação, com exceção da Itália, que viu a perda de conexões com outras pessoas como sua principal preocupação.

Quanto mais experiente em tecnologia um entrevistado, mais ele ou ela estava preocupado com a perda de privacidade. Do grupo que se identificou como menos experiente em tecnologia, 33% apontaram a perda de privacidade como sua principal preocupação. Esse índice subiu para 41% para os usuários em geral, 48% para os usuários experientes e 54% para a tecnologia ultra-técnica.

# 3: O idioma do futuro conectado ainda não é conhecido
Menos de 30% dos entrevistados disseram que poderiam explicar o que é “internet das coisas”, “botnets”, “blockchain”, “RFID” ou “Zero Day Vulnerability” a um amigo. Menos de 40% dos entrevistados disseram que poderiam explicar ataques DDOS ou TOR. As únicas duas coisas que mais da metade dos entrevistados disseram que poderiam explicar para um amigo eram VPN (Rede Privada Virtual) e dispositivos conectados.

# 4: A divisão de smartphone vs laptop é real
Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, mais usuários relataram possuir um laptop do que um smartphone. Na maioria dos países fora da América do Norte e do Reino Unido — incluindo Brasil, Índia, Argentina, México, Itália e Espanha — mais pessoas relataram possuir um smartphone do que um laptop. As pessoas que se identificaram como as menos tecnicamente experientes eram mais propensas a possuir um laptop do que um smartphone.

# 5: Quando se trata de produtos conectados, pessoas em todo o mundo têm gostos diferentes 
Os entrevistados da Argentina, do Brasil e do México possuem televisores inteligentes na taxa mais alta: 50% relataram possuir um em comparação com a média mundial de 40%. Os entrevistados dos EUA relataram a maior propriedade de rastreadores de fitness (20%), carros inteligentes (15%) e termostatos conectados (8%). Na Índia e no Brasil pessoas relataram a maior propriedade de aparelhos inteligentes — 15% em relação à média mundial de 7%.

Fonte: Mozilla

# 6: As pessoas estão divididas sobre quem é responsável por tornar os dispositivos conectados privados e seguros
Um terço dos respondentes acreditam que os fabricantes de produtos conectados são responsáveis por criar privacidade e segurança em seus dispositivos. Um terço acredita que cabe aos indivíduos se protegerem on-line. O terceiro restante dos entrevistados foi dividido entre acreditar que o governo era responsável pela privacidade e segurança em linha e simplesmente não sabia quem deveria ser responsável.

# 7: As pessoas não têm certeza em quem confiar para ajudá-las a estarem seguras on-line
A maioria dos entrevistados (40%) confiam mais em organizações sem fins lucrativos para ajudá-los a se protegerem on-line. Quanto mais tecnicamente experientes as pessoas se dizem, mais confiam em organizações sem fins lucrativos. Por outro lado, 27% das pessoas relataram que simplesmente não sabem em quem confiar. Esse número atinge 45% entre as pessoas que identificaram como os menos tecnicamente experientes. Quase ninguém disse que confiava na mídia (3%) ou no governo (2%) para ajudar na proteção on-line.

Fonte: Mozilla

# 8: As pessoas não parecem tão entusiasmadas com o mundo mais conectado
A principal resposta à pergunta “O que você está mais entusiasmado quando avançamos para um futuro mais conectado digitalmente?” foi “nenhuma das anteriores” (27%) diante de possibilidades como: aproximar pessoas ao redor do mundo, torná-las mais inteligentes e bem educadas (14,5%), e promover diversão (8%).

As pessoas no Canadá, na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos foram as que viram a menor quantidade de benefícios para um futuro mais conectado. Pessoas que estão entusiasmadas com um futuro conectado estão ansiosas quanto a facilidade de vida (26,7%). Os entrevistados brasileiros destacaram-se como os mais entusiasmados com a perspectiva de vida mais facilitada (44%). Já na Índia foram os possíveis benefícios educacionais (32%).

# 9: Privacidade e segurança não são as principais preocupações das pessoas que compram produtos conectados
Quase todas as pessoas classificaram o preço, os recursos e a confiabilidade como as três principais coisas que eles consideram ao comprar um novo dispositivo conectado, independentemente do país ou nível de conhecimento técnico. A segurança e a privacidade foram classificadas em seguida. No geral, as pessoas relataram recomendações de amigos ou familiares e comentários de usuários como as coisas que eles consideraram menos ao comprar um novo dispositivo conectado.

# 10: Pessoas de todo o mundo gostam de fazer pesquisas
189.770 pessoas responderam a pesquisa da Mozilla. A maioria das respostas veio da França (18%), da Itália (15%), da Alemanha (13%), dos Estados Unidos (11%) e do Brasil (7%).

Priscila Gonsales
Co-founder and director na Instituto Educadigital
Priscila Gonsales
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